Mulher grávida ou jovem deve ser prioridade em vacina da zika, diz OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu hoje como acredita que os recursos internacionais de pesquisa sobre o vírus da zika devem ser aplicados. A prioridade deve ser para o desenvolvimento de diagnósticos versáteis, métodos “inovadores” para combate ao mosquito e testes de vacinas, sobretudo para aplicar em gestantes.

“A vacinação de mulheres grávidas ou em idade reprodutiva é o principal objetivo, e será preciso adotar uma estratégia pragmática para acelerar o desenvolvimento de um produto eficiente e seguro”, afirmou comunicado da organização divulgado nesta quarta-feira (9).

Segundo a OMS, já há 18 diferentes vacinas sendo desenvolvidas por empresas ou institutos de pesquisa, mas é improvável que alguma delas entre em testes clínicos ainda neste ano.

Diagnóstico
A organização também realçou em seu último comunicado a necessidade de criação de testes diagnósticos rápidos e abrangentes para combater a doença. Para monitorar o espalhamento da epidemia adequadamente será preciso ter testes “multiplex” — que detectem a presença de chikungunya e dengue ao lado da zika — disponíveis nos países mais atingidos.

Já há 30 diferentes grupos de pesquisa trabalhando na criação desses exames. Ainda não existe, porém, nenhum exame de anticorpos confiável para diferenciar zika de dengue. Isso será necessário porque os testes que detectam a presença do vírus por meio de material genético são caros e só funcionam durante um período curto da infecção.

Controle do mosquito
Com relação a tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, a organização reconheceu o relativo fracasso de métodos tradicionais, e pediu mais pesquisas.

“Especialistas em controle de vetores declararam claramente que como intervenções tradicionais — como a pulverização de inseticida — não tem tido impacto significativo na transmissão de dengue, o mesmo se aplica ao zika”, afirma o documento.

Será preciso ter “rigor”, porém, na avaliação de ferramentas novas contra o Aedes, como mosquitos transgênicos, bactérias e mosquitos irradiados, diz a organização. Há ao menos 10 diferentes tecnologias de combate ao Aedes sendo desenvolvidas agora.

Medicamentos
Segundo a OMS, há também oito instituições desenvolvendo terapias pós-infecção para o zika, mas essa não deve ser considerada uma prioridade neste momento.

“O vírus da zika induz uma febre leve e geralmente inofensiva na maioria dos pacientes”, afirmou Marie-Paule Kieny, diretora-geral assistente da OMS e chefe de pesquisa e desenvolvimento. “Por essa razão, remédios para tratá-la parecem uma prioridade menor neste estágio.”

G1/Bem Estar