Metade dos baianos contra o impeachment na Câmara tem taxa de governismo acima de 90%

Um ano depois da votação que autorizou o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o contexto na Câmara dos Deputados é outro. Onze dos 22 parlamentares que se posicionaram contra a saída da petista acumulam taxa de adesão aos projetos de Michel Temer acima de 90%. José Rocha e Jonga Bacelar, ambos do PR, e Sergio Brito votaram a favor de todos os projetos encaminhados pelo Executivo à Casa. Em seguida aparecem com taxa de 99% Paulo Magalhães (PSD), José Carlos Araújo (PR) e Ronaldo Carletto (PP). No levantamento feito pelo Bahia Notícias a partir de dados do Basômetro, do Estadão, Roberto Britto (PP) acumula 98% de adesão ao governo, José Nunes (PSD), 95%, e Antônio Brito (PSD) registra 92%. Os outros dois deputados que se juntam àqueles que, aparentemente, “viraram a casaca” são Cacá Leão, com 100% de taxa de governismo, e Mário Negromonte Júnior, com 95%. Ambos são do PP e se abstiveram do voto no dia da apreciação da matéria no Plenário da Câmara. É importante destacar que, na época, o PSD deixou a bancada livre para votação, enquanto que o PR fechou questão contra o impeachment e o PP decidiu que todos os deputados deveriam votar a favor da saída de Dilma. Em se tratando dos demais parlamentares, Bebeto Galvão (PSB) se destaca entre os parlamentares mais alinhados à esquerda: o representante sindical registra 74% de taxa de adesão ao governo substituto da presidente eleita em 2014. Fernando Torres (PSD) vem em seguida com 60%. Os partidos de esquerda como PCdoB e PT têm índices de governismo que variam entre 8% e 44%. O maior nível é de Davidson Magalhães (PCdoB), que votou contra 29 projetos do governo e favorável a 19, com uma abstenção. Atrás dele estão: Félix Júnior (PDT), com 38%; Luiz Caetano (PT), 29%; Daniel Almeida (PCdoB), 26%; Jorge Solla (PT), 25%; Waldenor Pereira (PT), 21%; Moema Gramacho (PT), 20% – antes de sair da Casa para assumir a prefeitura de Lauro de Freitas -; Alice Portugal (PCdoB), 20%; Afonso Florence, 9%; e Valmir Assunção (PT), com a menor taxa, 8%. A votação do impeachment de Dilma Rousseff terminou por volta das 23h50 do dia 17 de abril de 2016, com 367 votos favoráveis e 137 contrários à saída da petista.

Fonte: Bahia Noticias