CBF entra com novo pedido no STF para não mostrar contratos

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com um novo pedido de mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para não enviar à CPI do Futebol do Senado contratos assinados pela entidade nos últimos anos. O pedido será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da CPI, apresentou requerimento para ter acesso aos contratos celebrados entre a CBF e as empresas Internacional Sports Events (ISE), Uptrend Development, Plausus e Kentaro. A CPI também pediu a relação da remuneração recebida pela CBF, desde 2002, de todas as empresas com as quais manteve contrato envolvendo comercialização de jogos da seleção brasileira; a renda obtida com bilheteria e direitos de transmissão dos jogos da seleção brasileira; e cópia dos contratos de patrocínio com a General Motors (GM) e a Volkswagen dos últimos dez anos. Outra solicitação foi a relação do dinheiro recebido referente à Copa do Mundo de 2014 e como esses valores foram empregados pela CBF. O objetivo de Juca é cruzar os dados do fluxo financeiro da CBF. Na semana passada, a CBF já havia conseguido no STF uma liminar que negou requerimento do senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI, e bloqueou o acesso a acordos comerciais de patrocínio, direitos de transmissão de jogos e competições, publicidade e viagens, entre outros. Agora, a CBF usa a decisão da semana passada, também dada por Marco Aurélio Mello, para justificar o pedido de mandado de segurança ao requerimento de Jucá. “O ministro concedeu a liminar nos garantindo a confidencialidade dos contratos muito mais por conta dos patrocinadores do que por conta da CBF. A Constituição brasileira nos garante isso, seria muito prejudicial ao futebol brasileiro (a entrega dos contratos) porque poderia abalar eventualmente uma relação com os patrocinadores. A gente tem uma responsabilidade com relação a isso. Fornecemos aqueles documentos que não têm caráter de confiabilidade”, disse o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

Voz da Bahia